18.5.16

Não tá nada tranquilo, muito menos favorável


Voltei. E dessa vez espero que seja para ficar.
Ando tão aos trancos e barrancos que é melhor não dizer nada pontual, não tenho certeza de nada, não posso criar expectativas nem na minha própria cabeça, que dirá na de vocês. 
Mas voltei com vontade de abrir espaço para outras coisas, dar vazão a minha imaginação, vai que isso me leva em algum lugar melhor, não é mesmo, até porque, do jeito que está a vidinha por aqui, qualquer lugar já é melhor, qualquer novidade, mesmo que seja bobinha, é uma novidade, que tira a "vidinha" da rotina monótona e desgastante (e é desgastante justamente por ser monótona, não por ser rotina).

Da vida não sei muito, mas sei que o problema não é só aqui, como já diria Jout Jout no seu belo livro em pré-venda disponível para compra aqui (que quem quiser pode me presentear):
 "Tá todo mundo mal".

Fato é que a situação econômica do país está, como dizer?! Um filme de terror. Daqueles que não termina nunca e a cada espelho tem uma figura mais aterrorizante (não sei lidar com espelhos em filme de terror, não me julguem). Ou também dá pra dizer que estávamos numa super montanha-russa, lá no topo (mas não no ponto mais alto da montanha, convenhamos, o Brasil ainda não tinha chegado lá, e agora pelo jeito vai levar mais longos anos para chegar perto) e aí entramos na descida, aquela, horrorosa, escandalizante, que revolta o estômago. Não sei vocês, mas eu detesto esses brinquedos bizarros, para mim brinquedo legal mesmo é piscina de bolinhas.

Não bastasse a situação econômica decadente, tem também a situação amorosa, nesse caso inexistente. Resumindo, vamos de mal a pior, eu pelo menos me enquadro bem ai nesse grupo, e nem piscina de bolinhas melhora isso.

A busca implacável por emprego é diária, já estou tão expert em mandar currículos que acho que vou incluir isso como experiência no meu próprio currículo. 
Envio dezenas deles diariamente, perdoem-me as empresas para as quais já mandei várias vezes, mas nesse caso bastaria responder alguma coisa (mesmo que fosse um "aqui não tem pão velho"). 
Tinha a certeza de que as coisas melhorariam. 
"Não, isso é uma fase, há de aparecer alguma oportunidade muito em breve." 
Era o que eu dizia para os outros e para mim mesma, na esperança de me convencer a acreditar, mas hoje, depois de meses de "vácuo", é um pouco difícil acreditar no que eu mesma dizia. Já nem digo mais, para não precisar me desiludir logo ali adiante dobrando a esquina.

É uma jornada muito cansativa, e nesse meio tempo já aprendi a fazer vários tipos de bolachas diferentes, encontrei os quilos que com muito esforço tinha perdido, o frio chegou, os gatos se recolheram e eu sigo procurando.

Sobre a vida amorosa? Nada menina, mas antes nada do que uma incomodação, eu "maniática" do jeito que sou, mal eu mesma me aguento, não dá para colocar outra pessoa na relação. Prefiro manter uma relação só com o vinho, o quentão e a comida, que nesse frio todo tem sido uma ótima companhia (ótima até demais, nesse ritmo termino o inverno rolando).

Mas o ponto é que, para marcar esse retorno após meses de blog "vazio", eu queria só falar, que a situação não está nada fácil, e é por isso que eu resolvi voltar, porque mesmo que isso não me leve para um caminho melhor, pelo menos aqui sei que tenho liberdade para expressar essas angústias cotidianas, que não são só minhas, e que ficam incomodando, igual mosquito depois que a gente apaga a luz.

Nos próximos posts prometo tentar ser menos chata e reclamar menos também. (Repara no verbo, tentar...não garanto nada.) 

Se você está na mesma situação que eu ou em uma parecida, comenta aí, acaba com esse mosquito, acende a luz.